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Polias reguláveis... e agora?

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Polias reguláveis são um óptimo upgrade para quem queira afinar o ponto do motor minuciosamente, neste caso das árvores de cames. Noutras palavras afinamos com precisão a altura que as válvulas de escape e admissão abrem e fecham em relação à posição do pistão e cambota, quanto mais perfeito e síncrono for este "timing" melhor rendimento terá motor.

E agora como regulo as polias? Existem vários métodos mas este talvez seja o mais simples e fácil de executar mas para tal são necessárias algumas ferramentas especiais:
 
- 1 x Comparador.
 
- 1 x Braço articulado para o Comparador.
 
- 1 x Transferidor de 360º para a polia da cambota (como na figura inicial).
 
1 - Rode a cambota no sentido normal de funcionamento do motor até encontrar o ponto morto superior no cilindro nº1 (no caso dos Hondas e carros não franceses, se houver dúvidas consultar o manual de oficina. Pode confirmar o PMS verficando a posição do pistão através do orifício das velas de ignição.
 
NOTA 1: Importante nesta altura colocar a folga das válvulas a 0,00mm. Depois de acabarmos a afinação temos que repor a folga de acordo com as especificações do fabricante das árvores de cames, neste caso podemos ver no diagrama apresentado que para admissão é de 0,23mm e escape é de 0,27mm.
 
2 - Cole o transferidor (pode ser uma fotocópia de papel) na polie da cambota e faça uma marca no bloco coincidente com posição de 0º no transferidor. Um bocado de arame é muito prático porque se pode aparafusar ao bloco e serve de ponteiro no transferidor.
 
NOTA 2: Se rodar demasiado a cambota nunca rode para trás para voltar a oº, rode antes novamente no sentido de funcionamento do motor até voltar a oº (PMS).
 
3 - Colocar o comparador a medir a abertura da válvula no chapéu superior que segura a mola da válvula. No caso do diagrama apresentado devemos usar as válvulas de escape e admissão do clindro nº1 correspondentes à came primária porque é um motor VTEC. Podemos começar pela de admissão.
 
4 - Rodar a cambota até o transferidor apresentar o ângulo, na marca do bloco, que teoricamente corresponde ao centro da came primária de admissão. No caso do diagrama apresentado teriamos que rodar a cambota 253º (360º-107º) no sentido horário (para motores que rodam no sentido horário como o K20).
 
5 - Desapertar os parafusos da polia regulável de admissão. Rodar apenas (a cambota fica imóvel) a árvore de cames de admissão até vermos a máxima abertura da válvula de admissão, correspondente à came primária, no comparador. Neste caso segundo o diagrama será de 7,5mm, quando o comparador estiver na abertura máxima será esse o centro da came primária.
 
6 - Apertar os parafusos da polia regulável de admissão ao binário específico.
 
7 - Repetir os passos 4, 5 e 7 para a válvula de escape da came primária do 1º cilindro e temos as nossas árvores de cames no ponto. Atenção que no caso do diagrama para o escape devemos rodar apenas 107º na cambota.
 
8 - Volte a rodar o motor duas vezes e verifique novamente com o comparador se a abertura máxima das válvulas de admissão e escape coincidem com os valores no transferidor.

Podem adquirir um comparador e um braço flexível da ATE, que tem um excelente ratio qualidade/preço e fica mais barato que os comparadores específicos para motor. Contactem a http://www.azauto.pt/ para o revendedor ATE mais próximo. As referências são as seguintes:

- 760092- 760093



 

 

Mercedes Voador - Uma lição de aerodinâmica

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Lembram-se deste episódio em 1999? Nem amortecedores Bilstein ou travões ATE iam safar estes rapazes. Os travões e a suspensão ajudam muito mas a partir de uma certa velocidade o ar que respiramos passa também a ser um factor muito importante.

2008/3/3 – Mensagem de um amigo

Caro Engenheiro dos travões e amortecedores,

Porque é que os Mercedes CLK levantaram voo há uns anos em Le Mans e porque é que o ACO (organizador das 24 de Le Mans) resolveu o problema com um fundo do chassis com 2 tuneis na zona média até á traseira em vez dos normais fundos planos com difusor no fim?
Abraço

2008/3/11 Pedro Rosa – Mou Chin Racing < Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar >

Bem vou por partes então, vamos ver se atino nesta.

1 - Os Mercedes em Mulsanne levantaram voo (fliparam) porque perderam downforce (carga aerodinâmica) no eixo dianteiro. Perderam esse downforce porque vinham atrás de outros carros, o que é normal mas não devia ter consequências tão catastróficas.

2 - Qual era o problema? Segundo o que sei os carros tinham o centro de pressão aerodinâmico demasiado recuados o que os fazia ter aquele atitude de nose-up quando perdiam o downforce à frente. Porque os faziam assim? Provavelmente era o melhor equilibrio para reduzir o drag (arrasto), penso eu mas não tenho certeza.

3 - Agora as regras do ACO. Com dois túneis no fundo plano a partir do meio do carro o ar que passar por baixo deve desacelerar a partir do meio do carro certo? Portanto à frente tens o ar bastante rápido por baixo do carro a criar uma depressão (downforce) e atrás por baixo do carro tens lift (ou redução de downforce) porque o ar está mais lento. Assim o centro de pressão aerodinâmica avança para a frente do carro reduzindo as hipóteses do flip quando seguimos outros carros.

Estive perto?
Ab
Pedro Rosa


2008/3/12 – Mensagem de um amigo

Está 100% certo. A paranóia dos fundos planos teve como consequência centros de pressão muito recuados e com a necessidade de reduzir o drag nas rectas, os carros estavam afinados para andarem em rake (diferença de inclinação entre o eixo dianteiro e traseiro) perto de zero o que criava a possibilidade de entrarem em rake negativo. Rake negativo implicava que o ar que entrava não tinha como sair, principalmente por causa da traseira longa que se aproximava do chão, o que obrigava o carro a descolar.
Os túneis dão espaço ao ar para sair seja qual for o ângulo do carro com o asfalto.
 

DOT5.1 ou DOT5?

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Eu purgo as pinças cada track day com ATE DOT 4 Super Blue Racing ou ATE DOT 4 TYP 200. E todos os anos faço um flush completo do sistema.

DOT 5 é diferente de DOT 5.1.

DOT 5 é à base de silicone e encontra-se maioritariamente em veículos industrias e militares devido à sua capacidade anti-humidade. Mas é bastante viscoso e sofre de cavitação (espuma) e está longe de ser ideal para travões "performance".

DOT 5.1 não existe oficialmente nas normas DOT, foi utilizado no incío por marcas como a Castrol para diferenciarem os seus líquidos de travão premium que tinham pontos de ebulição bastante superiores à concorrência, como também melhor viscosidade. Infezlimente a designação DOT 5.1 foi completamente prostituida e hoje em dia qualquer líquido de travões que tenho um ponto de ebulição húmido superior a 180ºC e um pouco menos de viscosidade (o que não é díficil com a tecnologia de fabrico de hoje) é um DOT 5.1.

O melhor é terem a certeza que é DOT 4 (DOT 5.1 = DOT 4 de qualidade), é o que todos os veículos utilizam hoje em dia e garante compatibilidade com os vedantes e outros materias do sistema, que a temperatura de ebulição húmida (com 3% de água) é a mais elevada possível e que a sua viscosidade é a mais recomendada para o tipo de tecnologia que o sistema possui (ESP, VSA e blá blá).

Para track days na minha opinião devem procurar um ponto de ebulição húmido (3% de água) superior a 200ºC e baixa viscosidade (esta é difícil de saber e normalmente só vem na ficha técnica do produto). Por exemplo o Castrol SRF se não me engano anda por volta dos 280ºC húmido! Excelente produto mesmo e tem também uma viscosidade a quente e a frio bastante boa: http://www.goldfren.cz/_download_news/srf_en.pdf.

http://www.superchevy.com/technical/chassis/brakes/0509sc_fluid/index.html

http://www.autoaftermarketnews.com/manchete.php?id=251&cat=23&marca=0

http://www.raceshopper.com/brake_fluid.shtml

http://www.conti-online.com/generator/www/com/it/ate/ate/temi/10_prodotti/30_liquido-freni/download/brake-fluid_flyer_en.pdf
 

Relação Final e LSD S2000

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Juntamente com o nosso parceiro Auto Julião efectuamos uma substituição da relação final e do diferencial autoblocante  de um Honda S2000. Este carro é maioritariamente utilizado em track days e o objectivo desta intervenção era de aumentar a relação final, encurtando assim o tempo de aceleração, e aplicar um diferencial autoblocante com maior capacidade de transferência de binário entre rodas. 

A roda de coroa e pinhão de ataque utlizadas são fornecidas por um fabricante próprio através de encomenda enquanto que o diferencial autoblocante escolheu-se um ATS de discos de carbono. Os discos de carbono permitem um coeficiente de fricção e resistência ao calor superiores aos discos normais de metal.

Já foram efectuados alguns quilómetros de rodagem e o proprietário do veículo está muito satisfeito com este upgrade. Podem ver fotos da montagem do diferencial em baixo.

 

O meu motor Honda consome muito óleo?

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Não é a viscosidade de um óleo que vai impedir o consumo, se o motor tiver fugas não é por usar mais viscosidade que elas vão desaparecer.
Quanto à evaporação do óleo conta muito mais a qualidade (qual a sua base e aditivos) do que a viscosidade.

Por exemplo no Integra Type R uso 0W-30, mas é um 30 que se mantêm assim durante os km's e horas de rodagem, muitos 50 e 60's, acessíveis em termos de preço, mantêm essa viscosidade a 100ºC durante os primeiros km's e rapidamente baixam com o tempo para uma viscosidade inferior. Por exemplo hoje é novo e está a 50, vou fazer um track day e no fim está a 30. Uns km's depois mal ligo o carro já está equivalente a 30 e quando vou a outro track day arrisco-me a ter um 10 (algo exagerado mas dá para perceber).

Outro problema é a estabilidade do filme de óleo, por exemplo um óleo cuja a distância entre a graduação a frio e a quente seja ampla terá mais dificuldades a ter um filme estável. Por exemplo um 5W-30 será muito mais estável em termos de manter o filme de óleo intacto do que um 10W-60. Entenda-se filme de óleo como a camada de óleo que fica entre dois componentes metálicos do motor. Se esse filme rompe-se acho que é bastante elucidativo o que pode acontecer.

Vantagens de usar óleos de baixa viscosidade como o 30, menos viscosidade, menos fricção, menos calor e mais rendimento (mais potência e menos consumo). Flui mais rapidamente ocupando espaços de baixa tolerância a maior velocidade.

Desvantagens: Motores que não foram concebidos para viscosidades baixas a bomba de óleo poderá não conseguir manter a pressão do óleo. Se tiver uma base de má qualidade poderá não aguentar um track day ou uma condução agressiva prolongada.

Motores B: Utilizar viscosidade mínima até 30 sem problemas, recomendo Shell Ultra Helix 0W-30, Motul 300V 5W-30. Ou qualquer outro óleo que tenha uma base mesmo mesmo mesmo 100% sintética de PAO (poly alfa olefin) ou Ester.

Motores K: Utilizar viscosidade mínima até 20 sem problemas, recomendo mais uma vez Motul 300V ou então Silkolene. Se a condução agressiva for prolongada, por exemplo mais de uma hora seguida em pista, o melhor será subir para 30.

Motor F20C (S2K): podem usar mínimo até 30, mas realmente no caso deste motor recomendo não ir abaixo dos 40, principalmente se tivermos dúvidas quanto ao seu histórico ou rodagem. Pode-se usar Shell Ultra Helix 5W-40 por exemplo.

Qualquer que seja a graduação que utilizem, mesmo que achem que é uma loucura utilizar 30 e não concordem com nada do que foi aqui dito, lembrem-se sempre de utilizar  óleo de qualidade, com a correcta especificação API e/ou ACEA, correcta graduação para o tipo de utilizaçao e com uma boa base sintética. E mudá-lo entre track days! Ou com bastante frequência pelo menos.
 
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